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Licitação do trecho norte do Rodoanel sai por R$ 3,9 bilhões

Setorial Nacional de Transportes
TERÇA-FEIRA, 29 DE JANEIRO DE 2013

Licitação do trecho norte do Rodoanel sai por R$ 3,9 bilhões

ANDRÉ MONTEIRO
DE SÃO PAULO

A licitação do trecho norte do Rodoanel resultou em uma economia de R$ 1,2 bilhão ao governo do Estado de São Paulo.

O resultado do certame será publicado nesta terça-feira no “Diário Oficial”. As empresas vencedoras fizeram ofertas que somam R$ 3,9 bilhões, valor 23% menor do que a referência prevista no edital.

A via ligará o trecho oeste à via Dutra, com acesso ao aeroporto de Cumbica. O traçado, que margeia a serra da Cantareira, terá de três a quatro faixas por sentido, sete túneis e 111 pontes e viadutos.

A obra foi dividia em seis lotes, que ficaram com as empresas Mendes Junior/Isolux Corsán (trecho 1), OAS (2 e 3), Acciona (4 e 6) e Construcap/Copasa (5) –Isolux, Acciona e Copasa são espanholas.

Lote Vencedor Proposta

1 Consórcio Mendes Junior/Isolux Corsán R$ 647.611.591,06
2 Construtora OAS Ltda. R$ 604.170.644,64
3 Construtora OAS Ltda. R$ 601.140.442,61
4 Acciona Infraestructuras S/A R$ 788.021.820,59
5 Consórcio Construcap/Copasa R$ 646.340.371,22
6 Acciona Infraestructuras S/A R$ 619.219.894,43
TOTAL R$ 3.906.504.746,55

Ao todo, a licitação internacional recebeu 60 propostas de empresas do Brasil, Coreia do Sul, Itália, Portugal, Espanha, França, Argentina e México.

De acordo com Laurence Casagrande Lourenço, diretor-presidente da Dersa (estatal que gerencia o projeto), foi a primeira licitação rodoviária em que foi permitido que as empresas apresentassem propostas para um lote sozinho e também para lotes combinados.

“Isso permitiu que os preços oferecidos nas ofertas combinadas tivessem mais desconto, pois a empresa ganha em escala”, disse.

O trecho norte todo é orçado em R$ 6,5 bilhões, dos quais R$ 2,1 bilhões serão financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), R$ 1,7 bilhão pelo governo federal e o restante pelo tesouro do Estado.

A previsão do governo é que o contrato seja assinado até o fim do mês, e que a obra seja entregue no começo de 2016.
Editoria de Arte/Folhapress
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VITRINE

A ideia inicial do governo era acelerar a obra para entregá-la em 2014, ano em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve tentar a reeleição. O Rodoanel é uma das principais vitrines da gestão tucana.

Para Lourenço, não houve atraso. A licitação, lançada em setembro de 2011, ficou parada por cinco meses, até que a Justiça analisasse seis ações e cinco representações de tribunais de contas. “A licitação acabou mantida do mesmo jeito que estava, o que mostra que foi feita corretamente”, diz.

Como financia o projeto, o BID também analisou a licitação e chegou a pedir esclarecimentos sobre os procedimentos adotados, mas emitiu sua autorização no dia 8 de novembro do ano passado.

AMBIENTE

A obra sofreu críticas de grupos de ambientalistas, que pediam que o traçado da rodovia fosse afastado da serra da Mantiqueira e passasse mais ao norte.

O governo diz ter feito mais de 200 reuniões para definir o traçado e que já obteve todas as licenças ambientais prévias. Com o fim da licitação, serão pedidas as definitivas.

A rodovia vai desapropriar cerca de 2.500 imóveis em uma faixa de 130 metros, em média, ao longo de 47,4 km.

A área é equivalente a 1.400 campos de futebol como o do Pacaembu.
A expectativa é que o trecho receba 65 mil veículos por dia, sendo 17 mil caminhões retirados da marginal Tietê.

Setorial Nacional de Transportes às 14:07

Fonte: http://transportesptbr.blogspot.com.br/2013/01/licitacao-do-trecho-norte-do-rodoanel.html?m=1

Crise européia e boom de licitações atraem construtoras estrangeiras

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A forte depressão da economia europeia e o aperto fiscal nas contas públicas fizeram as construtoras estrangeiras atravessarem o oceano para disputar novos negócios no Brasil. De olho na extensa lista de obras que será licitada neste e nos próximos anos, elas desembarcaram no País com apetite redobrado e já somam contratos superiores a R$ 10 bilhões. Até agora, as empresas mais ativas são as espanholas Isolux Corsán, Acciona e Copasa.

A carteira de projetos dessas companhias inclui grandes empreendimentos como quatro lotes do Rodoanel Trecho Norte de São Paulo, a linha de transmissão entre Macapá e Manaus, as BRs 116 e 324, a linha 4 do metrô de São Paulo e os quebra-mares do superporto do Açu, do empresário Eike Batista.

Apesar das limitações da legislação local para a entrada de construtoras estrangeiras no País, a expectativa é que a lista aumente com os novos pacotes de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, lançados no segundo semestre do ano passado. Além disso, no ano que vem deverá ser licitada a obra do Trem de Alta Velocidade (TAV), que exigirá empresas com experiência nesse tipo de projeto.

A Copasa, que acaba de vencer um lote do Rodoanel Trecho Norte em parceria com a brasileira Constran, já avisou que está estudando um consórcio com empresas espanholas para participar da licitação. Segundo o presidente executivo da companhia no Brasil, Hermenegildo Moreno, há muitas oportunidades de negócios no Brasil. Antes do Rodoanel, a empresa já havia construído um empreendimento imobiliário na Bahia, além de vencer a licitação de um terminal rodoviário em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

No pequeno escritório instalado no bairro do Pacaembu, na capital paulista, ele destacou que a empresa está de olho em tudo, especialmente nos projetos ferroviários e rodoviários que serão licitados neste ano. “Na Espanha, a situação está muito complicada. Uma saída natural é o Brasil, onde o volume de obras é muito grande.”

Mais do que vontade de ampliar as fronteiras, a entrada no Brasil é uma salvação para as estrangeiras, que precisam aumentar a receita em queda na Europa. A licitação internacional do Rodoanel Trecho Norte, por exemplo, demonstrou essa necessidade. O processo contou com 18 companhias estrangeiras, entre espanholas, italianas, portuguesas, francesas, argentinas e coreanas. As estrangeiras levaram quatro dos seis lotes.

Investimento. Sozinha, a espanhola Acciona arrematou dois lotes da obra, cujos investimentos somam R$ 1,4 bilhão. A empresa já participa de outros projetos no Brasil e frequentemente tem sido vista nos leilões de concessão do governo federal. Um dos primeiros foi a concessão da BR-393, licitada em 2007 pelo então presidente Lula. A companhia também conquistou importantes contratos com a empresa de Eike Batista para construção de um estaleiro e de quebra-mares no superporto do Açu. No total, os projetos no País somam algo em torno de R$ 3,5 bilhões.

Tão agressiva como a Acciona, a Isolux Corsán foi além. Transferiu a sede para o Brasil e abocanhou projetos estratégicos do governo paulista. Além do Rodoanel, cujo contrato soma R$ 647 milhões, a empresa também é responsável pela construção da linha 4 do metrô de São Paulo e da linha de transmissão que vai ligar Manaus e o Amapá ao sistema interligado. A espanhola tem cerca de R$ 5 bilhões em contratos no Brasil.

A presença de construtoras estrangeiras no País, no entanto, já desperta mal-estar entre as empresas nacionais. “Algumas estão praticando preços muito baixos e, no fim, não vão entregar o que prometeram”, afirma o presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio.

Ele se refere ao caso da espanhola OHL (comprada pela conterrânea Abertis), que arrematou 5 dos 7 lotes de rodovias federais, mas não cumpriu o cronograma de investimentos.

Outro executivo do setor de construção civil, que prefere não se identificar, lembra que a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) contratou a chinesa Citic para construir uma coqueria e teve complicações. Apesar disso, as asiáticas continuam rondando o País para tentar expandir os negócios por aqui. Diferentemente de espanhóis, italianos e portugueses, os chineses têm problemas de adaptação por causa da língua e da cultura.

A maioria das empresas estrangeiras acaba trazendo toda a equipe de diretoria para comandar as obras no País. Por isso, os chineses têm mais dificuldade. A espanhola Copasa já começou a selecionar a equipe que virá para o Brasil comandar as obras do Rodoanel. Além de diretores, ela trará engenheiros. “Na Espanha sobra esse tipo de profissional. Aqui, falta”, diz Moreno.

Estadão
http://m.estadao.com.br/noticias/economia,mobile,141958.htm

Fonte: http://www.paraiba.com.br/2013/01/26/69801-crise-europeia-e-boom-de-licitacoes-atraem-construtoras-estrangeiras

26/01/13

SÃO PAULO: 459 ANOS, PARABÉNS!

25/1/2013 17:05
Por Vanderlan Nader

Paulistanos e Turistas comemoram o aniversário de 459 anos de São Paulo, com mais de 41 Milhões de Habitantes, com um espetacular crescimento Demográfico e Econômico, o estado possui índices sociais muito bons. A Metrópole Multicultural e Cosmopolita, surpreende os visitantes com cenários charmosos e encantadores.

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São Paulo, completa 459 anos, com um espetacular crescimento demográfico e econômico, surpreende os visitantes com cenários charmosos e encantadores. Uma das maiores cidades do Mundo, com mais de 41 Milhões de habitantes, além do grande poder Econômico, o estado possui índices sociais muito bons. As características de São Paulo, são: Arquitetura, Cultura e Gastronomia. A Metrópole diversa e Multicultural foi fundada em 25 de janeiro de 1554. A Capital paulista possui os monumentos, parques e Museus mais bonitos e importantes da America Latina.

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A Capital Paulista tem dia com shows, passeios ciclístico, festas tradicionais e comidas típicas.

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Cerca de 2 milhões de veículos devem deixar São Paulo no feriado prolongado do seu aniversário.

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Paulistanos e Turistas comemoram o aniversário de São Paulo.

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Dia de festa para os Paulistanos.

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O Charme e o Glamour de São Paulo, visto do alto.

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O Masp é um dos museus mais importantes do mundo

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A Cidade tem um espetacular crescimento demográfico e econômico.

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São Paulo possui os parques mais bonitos do Brasil.

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São Paulo surpreende os visitantes com cenários charmosos e encantadores.

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A festa vai rolar solta no aniversário de São Paulo.

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A metrópole multicultural encanta os visitantes.

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São Paulo é uma das maiores cidades do mundo.

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O charme e a beleza de São Paulo.

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Tradicionalmente, todos os aniversários de São Paulo, são comemorados com um bolo gigante.

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Características de São Paulo: arquitetura, cultura e gastronomia.

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No feriadão a agenda cultural da cidade está cheia de eventos.

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Rita Lee vai fazer show mais esperado no Vale do Anhangabaú, no aniversário de São Paulo.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/sao-paulo-459-anos-parabens/574209/

São Paulo faz 459 anos e números da maior cidade da América Latina impressionam. São mais de 11 milhões de habitantes e a segunda frota de helicópteros do mundo.

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25/1/2013 às 06h00

Márcia Francês, do R7
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São Paulo completa 459 anos nesta sexta-feira (25) e os números da maior cidade da América Latina impressionam. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), moram na capital paulista 11,2 milhões de pessoas — correspondente a 6% da população brasileira. O número de habitantes é igual a população da Grécia. As colônias japonesa, espanhola e portuguesa da cidade são as maiores fora de seus países.

A cidade está entre as dez maiores do mundo, ficando atrás somente de Xangai, na China (22 milhões); Istambul, na Turquia(13,2), Karachi, no Paquistão (13 milhões); Mumbai, na Índia (12,5 milhões); Pequim, também na China (11,7 milhões) e Mostou, na Rússia (11,5 milhões).

É a maior cidade em área do Hemisfério Sul com 1.500 km². Por aqui circula muito dinheiro. Em 2011, a metrópole concentrava mais de 60% das multinacionais com atuação no país, a BM&FBovespa — terceira maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado —, os principais escritórios de advocacia, agências de publicidade e propaganda, hospitais e instituições de ensino superior da América Latina.

O orçamento municipal, em 2011, foi de R$ 35,6 bilhões. O investimento público, nesse mesmo ano, ficou em R$ 3 bilhões e a arrecadação anual foi de R$ 31,7 bilhões.

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O município é o sexto no mundo com maior número de bilionários. Por aqui estão 21 deles, além de 30 mil milionários — 60% do Brasil. E não só é uma das maiores cidades, mas também uma das mais ricas. Está no 10º lugar do ranking, atrás de Tóquio (Japão), Nova Iorque (EUA), Los Angeles (EUA), Chicago (EUA), Londres (Inglaterra), Paris (França), Osaka (Japão), Cidade do México e Filadélfia (EUA).

A capital paulista tem 692 helicópteros, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). É a segunda maior frota de helicópteros do mundo, ficando atrás apenas de Nova Iorque.

Também é um lugar de contrastes. São Paulo tem 1.636 favelas, segundo dados de 2009, e nelas moram 1,3 milhões de pessoas. Em relação ao saneamento básico, 100% das casas possuem água e coleta de lixo, mas 25% das residências ainda não têm tratamento de esgotos.

A segurança deixa muito a desejar. A cidade está na frente de cidades como Los Angeles, Nova Iorque e Londres no número de homicídios, furtos e roubos.

A cidade tem 2,5 mil estabelecimentos de saúde. A cidade possui o hospital que mais realiza transplantes de rim e fígado do mundo. São 2,5 mil transplantes por ano realizados em 60 hospitais.

Não só o tamanho surpreende, mas também a diversidade. São Paulo está na vanguarda da economia criativa e surpreende com novos produtos e serviços. Iniciativas bem-sucedidas movimentam a economia, atraem turistas e renovam bairros.

Um dos nichos em ebulição é o de jogos eletrônicos e aplicativos móveis. Três mil pessoas trabalham com games e aplicativos na cidade e 300 empresas atuam no ramo.

São Paulo já foi capital da indústria brasileira. A cidade perdeu as fábricas e os galpões, mas manteve as sedes e os centros de inteligência das empresas. Enquanto a produção industrial se espalhava pelo Brasil em busca da proximidade de insumos, portos e mão de obra, a cidade concentrou o poder decisório e consolidou a sua vocação de centro financeiro e de serviços. Veja abaixo mais alguns números da cidade que nunca dorme.

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Fonte: http://r7.com/t69y

Maiores doadoras somam gasto de R$ 1 bilhão desde 2002

Folha de S. Paulo

As dez empresas que mais doaram nas eleições dos últimos dez anos desembolsaram mais de R$ 1 bilhão para financiar as campanhas de candidatos no país inteiro.

Nesse grupo há cinco construtoras, três bancos, um frigorífico e uma metalúrgica.

O montante repassado por elas a políticos entre 2002 e 2012 é suficiente para bancar quinze campanhas semelhantes à que levou Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, a mais cara de 2012. Equivale também ao custo da reforma que prepara o estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.

As quatro primeiras posições são de empreiteiras: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão.

Todas elas mantêm contratos vultosos com o poder público –em São Paulo, por exemplo, as quatro participaram do consórcio que executou parte da linha 4-amarela do metrô e a OAS venceu a disputa por dois lotes do trecho norte do Rodoanel.

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Só em 2012 o governo federal pagou R$ 213 milhões diretamente à Camargo Corrêa, a maior parte por contratos com o Ministério dos Transportes. A Queiroz Galvão recebeu outros R$ 420 milhões da União, segundo o Portal da Transparência.

Os números são de levantamento feito pela Folha nas prestações de contas de partidos, de comitês e dos cerca de 1,5 milhão de candidatos que concorreram a um cargo eletivo de 2002 a 2012. Os valores foram corrigidos pelo índice de inflação. Os dados são disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A quinta empresa na lista é a JBS. Entre seus acionistas está o BNDES, banco público de fomento que detém cerca de um terço da empresa.

Os outros líderes no levantamento são os bancos Alvorada (Bradesco), Itaú e BMG, a empreiteira UTC e a produtora de aço Gerdau.

A concentração das doações é ainda maior se forem considerados os grupos a que essas empresas pertencem, já que parte dos conglomerados divide as doações entre subsidiárias. É o caso do Bradesco, que, além das doações do Banco Alvorada, investiu por meio do Bankpar (R$ 18,3 milhões) e da Tempo Serviços (R$ 20 milhões).

Há também grupos que dividem as doações de maneira equilibrada: a Vale doou R$ 107 milhões via quatro empresas, e a Odebrecht, R$ 68 milhões por sua construtora e pela Braskem.

O volume de doações registradas cresce a partir de 2010. Isso porque, até 2008, apenas candidatos e comitês declaravam suas contas eleitorais. As doações aos partidos eram informadas, sem discriminação, junto à contabilidade geral da sigla no final do ano.

A Folha ouviu as empresas sobre diretrizes do financiamento eleitoral.

O Itaú informou ter uma política específica que determina que as doações sejam feitas por um único CNPJ e diretamente a candidatos. Os repasses são definidos por um comitê, que analisa seus históricos e plataformas.

A Gerdau diz que doa para “fortalecer a cidadania e impulsionar a evolução social e econômica”. A Odebrecht, que faz doações “em prol da democracia e do desenvolvimento econômico e social”.

A Vale afirmou que busca se manter “imparcial” e não faz doações, mas que empresas do grupo não estão impedidas. O Bradesco e a Queiroz Galvão não se pronunciaram. As outras empresas dizem apenas que as doações são feitas de acordo com a legislação eleitoral.

Fonte: http://www.luiscardoso.com.br/policia/2013/01/maiores-doadoras-somam-gasto-de-r-1-bilhao-desde-2002/#comments

21/01/13