30/4/2014 – Sabesp deverá tirar menos água do Sistema Cantareira. A partir de maio, empresa deve iniciar captação do chamado "volume morto" da represa.

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http://noticias.r7.com/sao-paulo/sabesp-devera-tirar-menos-agua-do-sistema-cantareira-30042014
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http://noticias.r7.com/sao-paulo/nivel-do-sistema-cantareira-cai-pelo-11-dia-consecutivo-e-chega-a-107-30042014
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http://noticias.r7.com/sao-paulo/sistema-cantareira-mantem-queda-e-chega-a-casa-dos-10-pela-primeira-vez-29042014

30/4/2014

Fotos mostram relação problemática entre os seres humanos e a água do planeta. Fotógrafo registrou o uso da água em diversas regiões do mundo.

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O fotógrafo Edward Burtynsky fez uma série de fotos incríveis para mostrar a difícil relação dos humanos com a água no planeta
Foto: Reprodução/Wired
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O artista queria fazer uma reflexão sobre uma das maiores forças que moldam o mundo moderno e fotografou o modo como as pessoas usam água em várias partes do mundo
Foto: Reprodução/Wired
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Burtynsky já fez projetos para mostrar a relação dos humanos com outros elementos, como o petróleo
Foto: Reprodução/Wired
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O autor do projeto defendeu em uma entrevista à revista Wired o uso de combustíveis alternativos. Burtynsky lembrou da existência de energia solar e eólica e dos veículos elétricos
Foto: Reprodução/Wired
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O fotógrafo acredita que, aos poucos, podemos trabalhar para encontrar mais alternativas a combustíveis como o petróleo, mas a água é insubstituível
Foto: Reprodução/Wired
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Burtynsky cresceu em Ontário, no Canadá, cercado por belezas naturais ligadas a antigas populações nativas. O local enfrentou grandes ameaças do desenvolvimento moderno, como a mineração e a construção de habitações
Foto: Reprodução/Wired
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O trabalho do fotógrafo é em alta definição e traz várias perspectivas do uso da água no mundo
Foto: Reprodução/Wired
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Além da série de fotos, o fotógrafo e sua equipe fizeram um filme chamado Watermark – em português, Marca d’água
Foto: Reprodução/Wired
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As imagens foram registradas entre 2009 e 2010
Foto: Reprodução/Wired
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Devido às limitações do orçamento, a equipe teve que selecionar 20 histórias entre 60 que havia encontrado
Foto: Reprodução/Wired
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O fotógrafo tinha em mente que as imagens deviam ser visualmente interessantes e ricas em conteúdo
Foto: Reprodução/Wired
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A foto mostra um campo com sistema de irrigação por pivô central no Texas, nos Estados Unidos. A técnica revolucionou a agricultura americana, mas aumentou consideravelmente o consumo de água
Foto: Reprodução/Wired
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O artista explica que seu objetivo era apenas fazer com que a água se tornasse assunto.

— Em todo debate ambiental tem tido uma grande quantidade de arremesso de tijolos e condenação de um grupo por outro e não tenho certeza se isso ajudou
Foto: Reprodução/Wired

http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/fotos-mostram-relacao-problematica-entre-os-seres-humanos-e-a-agua-do-planeta-30042014#!/foto/1

28/04/14 – Vila Marieta, zona norte da cidade de São Paulo, Brasil. Caminhando pelo bairro, é possível ver as pedras dinamitadas, a dinamitar e o tamanho dos caminhões.

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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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Foto: Conceição Aparecida Santos, RODOANEL Norte, Vila Marieta, 04/01/2014.
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18/04/2014 – MINHA VISITA AO TRECHO NORTE DO RODOANEL MÁRIO COVAS – NOME DA OBRA: OAS – RODOANEL NORTE – LOTES 02 E 03 – CLIENTE: CONSTRUTORA OAS LTDA – LOCALIZAÇÃO: AV. LUIZ CARLOS GENTILE DE LAET N. 2500, HORTO FLORESTAL – CEP 02378-000 – SÃO PAULO – SP – BRASIL. AS DUAS PRIMEIRAS FOTOS FORAM TIRADAS NO CAMPO DO CLUBE DA SABESP, PELA ROCA FUNDAÇÕES E MOSTRAM COMO TUDO COMEÇOU, EM 11/06/13. AS DEMAIS FOTOS FORAM TIRADAS POR MIM, EM 18/04/2014, MAIS OU MENOS UM ANO APÓS O INÍCIO DA OBRA

Roca Fundações depois de executar vários serviços de fundações no Rodoanel Oeste e Sul, inicia os serviços no lote 3 do Rodoanel Norte a cargo da Construtora OAS.

A foto do dia 11/06/13 mostra concretagem da primeira camisa do tubulao do Viaduto 301 – Clube Sabesp

Foto divulgação
Foto divulgação

ROCA FUNDAÇÕES

Foto: divulgação
Foto: divulgação

ROCA FUNDAÇÕES

Nome da Obra: OAS – Rodoanel Norte – Lotes 02 e 03

Cliente: Construtora OAS Ltda

Local: Av. Luis Carlos Gentile de Laet, 2.500 – Horto Florestal – São Paulo – SP – CEP 02378-000
(Obra)

Serviços / Quantidade

Execução de Tubulão à céu aberto (1ª/2ª cat.) e à ar comprimido (1ª/2ª/3ª cat.)
com utilização de camisa de concreto e abertura de base.
Diametro (m) – 1,20 e 1,40
Unidades – 22

Fonte: http://www.rocafundacoes.com.br/obras-em-andamento/rodoanel-norte

Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto:  Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 - Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp
Foto: Conceição Aparecida Santos, 18/04/2014 – Rodoanel Norte, canteiro de obras, clube da Sabesp

04/04/2014 – Diretores do BID visitam obras do Rodoanel Norte.

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Comitiva conheceu detalhes da obra e presenciou atendimento dos plantões sociais

São Paulo, 4 de abril de 2014

Diretores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visitaram nessa sexta-feira (4/4) vários trechos em obras do Rodoanel Norte, em São Paulo, e consideraram sua construção um grande desafio. A obra recebe financiamento de US$ 1,1 bilhão da instituição.

Os diretores participaram de uma apresentação e receberam informações sobre aspectos técnicos, sociais e ambientais do empreendimento. Durante as visitas de campo puderam acompanhar os trabalhos realizados em duas frentes de obra na Zona Norte. Conheceram também uma unidade de atendimento social mantida pela DERSA, no bairro de Parada de Taipas, para as famílias removidas pela obra.

A brasileira Daniela Marquis, representante do BID no Brasil, considerou positivo o atendimento às famílias assistidas pelo programa de reassentamento criado pela companhia e pediu que a DERSA apresente o resultado desse trabalho em uma oficina de serviço social que o banco realizará na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), com a apresentação de experiências bem sucedidas em vários países.

O dinamarquês Orla Bakdal, conselheiro do banco para a Áustria, Dinamarca, Finlândia, França, Noruega, Espanha e Suécia, elogiou a criação de vagas nos canteiros de obras para egressos do sistema penitenciário. “Eles estão recebendo uma nova oportunidade de vida”, afirmou.

Em um dos canteiros de obras, os diretores do banco acompanharam o treinamento em sala de aula desenvolvido para a formação de profissionais oriundos dos bairros do entorno do Rodoanel Norte.

Assessoria de Imprensa
DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A
Tel: (11) 3702-8113 / 75 / 76
E-mail: transportes@transportes.sp.gov.br
SECRETARIA ESTADUAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES

São Paulo e a ameaça de racionamento na Copa. Site de VEJA ouviu especialistas sobre as medidas adotadas pelo governo de São Paulo para tentar evitar o racionamento de água nos próximos meses . Andressa Lelli.

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Nos últimos três meses, enquanto o verão registrava sucessivos recordes de calor, os moradores de São Paulo passaram a conviver com uma nova preocupação: os reservatórios do Sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a capital paulista e Região Metropolitana, estão secando. Segundo o comitê de técnicos responsáveis pelo monitoramento dos níveis de água, até julho, quando a maior cidade do país receberá 258.000 turistas, o sistema terá esgotado seus recursos – registrou 14,5% da capacidade na sexta-feira, o menor nível na história.

Para tentar reverter o quadro e evitar o racionamento de água em plena Copa, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estabeleceu desconto de 30% para o consumidor que reduzir o consumo, reduziu em 10% a vazão (liberação de água) para a Grande São Paulo, cortou 15% da quantidade vendida para Guarulhos e São Caetano do Sul e fez até chover: contratou uma empresa por 4,5 milhões de reais para lançar aviões que jogam gotículas de água na base das nuvens na região do Cantareira. Não foi o bastante.

Na sequência, o governo do Estado iniciou o remanejamento de água das bacias do Alto Tietê e de Guarapiranga para abastecer cerca de três milhões de pessoas. E a mais recente ação foi tomada nesta semana: o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu à Agência Nacional de Águas (ANA) liberação para captar água do rio federal Paraíba do Sul para despejá-la no Sistema Cantareira – operação que custará até 500 milhões de reais aos cofres públicos. Como o Paraíba do Sul abastece o Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB) iniciou uma queda de braço para impedir a transposição.

Segundo especialistas ouvidos pelo site de VEJA, a principal providência são as obras para o uso do chamado volume morto do sistema, que tiveram início na última segunda-feira. A Sabesp diz que a captação de água começará em maio, ao custo de 80 milhões de reais. Trata-se de um recurso jamais utilizado: para retirar a água, foram compradas dezessete bombas flutuantes, tubos, cabos e geradores. O procedimento deverá resultar em 200 bilhões de litros. Essa água, entretanto, terá de passar por um procedimento especial de tratamento.

Leia também:
Rio vê risco de falta de água com transposição para Cantareira
Alckmin afirma que Rio não será prejudicado por projeto de captação no Paraíba do Sul

“Os sedimentos são materiais orgânicos. O volume morto é uma região com oxigenação muito baixa, que necessita de tratamento especial. A água é de qualidade duvidosa, suja”, afirma João Luiz Boccia Brandão, professor da Escola de Engenharia de São Carlos da Iniversidade de São Paulo (USP). E não é só. O percurso dessa água, repleta de sedimentos, poderá acarretar problemas nos túneis. “Pode provocar um aumento da sedimentação e, em quatro ou cinco meses, diminuir o volume útil da barragem”, diz Boccia Brandão.

Sistema Cantareira

17 bombas serão instaladas para captar pelo menos 200 dos 400 bilhões de litros armazenados. O volume nunca foi usado e precisa de tratamento especial

Fonte: Sabesp
Custo – Os reflexos do uso do volume morto também deverão aumentar o custo da produção de água, segundo especialistas. “A captação de água na região do volume morto pode implicar na necessidade de adaptação do sistema de tratamento. Essa adaptação, por sua vez, pode aumentar o custo de produção de água potável, a depender da magnitude da intervenção. O que deve ocorrer é que a concessionária deverá arcar com o custo até a estação se regularizar”, diz Rodrigo Moruzzi, professor de Engenharia Ambiental da Unesp de Rio Claro (SP).

“É uma solução que já estava prevista em um estudo de aproveitamento de recursos hídricos para a macrometrópole paulista, mas não resolve o problema”, afirma Luiz Roberto Pladevall, presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento (Apecs).

De acordo com o professor de Engenharia Hidráulica do Mackenzie Paulo Ferreira, os moradores da Grande São Paulo utilizam de 250 a 300 litros de água por dia. Porém, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é possível viver confortavelmente com 150 litros por dia por habitante. “O ideal seria se o Estado estivesse pensando no reuso da água”, afirma Ferreira.

Os especialistas também reclamam que os investimentos do governo estadual são insuficientes. “Não foi São Pedro. A falta de água no Sistema Cantareira é um problema de gestão”, disse Albano Araújo, coordenador de Conservação de Água Doce da ONG The Natural Conservancy, durante o Fórum Água, realizado em São Paulo.

De fato, o governo do Estado já havia sido alertado sobre a vulnerabilidade do Sistema Cantareira. O alerta consta do relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, de dezembro de 2009.

Para Alckmin, a falta de água preocupa, pois pode ser usada como argumento contra a sua gestão em ano eleitoral: o rodízio (racionamento escalonado) de água poderá ocorrer justamente quando ele estiver buscando votos pelo Estado para tentar se reeleger. “A decisão não é somente técnica. Na verdade, na maioria das vezes ela é politica”, diz Rodrigo Moruzzi, da Unesp.

Nesta semana, Alckmin defendeu o uso do volume morto do Cantareira e disse que a captação de água do Paraíba do Sul só daria resultado no ano que vem. “Reserva é exatamente para ser usada em momentos que você precisa. Senão não tem sentido”, disse.

O diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, Luiz Paulo de Almeida Neto, afirmou que não houve falta de água em nenhum dos 326 municípios operados pela empresa. A Sabesp disse que investiu 9,3 bilhões de reais de 1995 a 2013 na rede de abastecimento, aumentando a capacidade de produção de 57,6m³ para 73,2 m³. “Sozinho, esse aumento abasteceria Salvador e Fortaleza”, diz a nota da companhia.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-ameaca-de-faltar-agua-em-sp-durante-a-copa

07/04/2014 – MP vai apurar se má gestão agravou crise do Sistema Cantareira. Órgão quer saber se Sabesp desrespeitou regras de outorga. Nível do Sistema Cantareira foi de 13% no sábado e domingo.

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai instaurar esta semana um inquérito para apurar uma possível má gestão da água no estado e o descumprimento da outorga que concedeu à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) o direito de explorar o Sistema Cantareira.

Desconto para economia de água passa a valer em 31 cidades de
No sábado (5), o nível do sistema chegou a 13% e se manteve no domingo (6). O Cantareira é responsável por abastecer cerca de 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, além de atender as regiões de Piracicaba e Campinas, no interior do estado.

A informação sobre o inquérito é do promotor do Meio Ambiente, José Eduardo Ismael Lutti. “Queremos saber se houve má gestão. Uma das principais exigências da outorga é que a Sabesp tomasse medidas para não ficar tão dependente do Sistema Cantareira”, disse.

Em 2004, a Sabesp recebeu autorização válida por dez anos da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgão ligado ao governo estadual. Na portaria que concedeu a outorga, o Daee determinou que a Sabesp deveria providenciar, em 30 meses, estudos e projetos para viabilizar a redução de sua dependência do Sistema Cantareira.

Uma reunião será realizada nesta segunda-feira (7), na sede do Ministério Público em São Paulo, para definir o promotor da área de meio ambiente que ficará encarregado do inquérito. A Sabesp disse que não vai comentar o assunto.

Julho

A estiagem atípica registrada no primeiro trimestre de 2014 antecipou, do fim de agosto para meados de julho, a previsão de “colapso” no Cantareira, aponta um novo estudo do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão (GTAG) do sistema.
Em fevereiro, a previsão era que o volume útil das represas se esgotaria no final de agosto, no cenário mais pessimista de falta de chuvas. Agora, nas mesmas condições, a estimativa é que a água acabe já em julho, forçando a retirada, a partir de então, do chamado “volume morto”, que necessita de bombeamento para ser captado.

O relatório do GTAG é assinado pelo Daee, pela ANA, pelos comitês das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e das Bacias do Alto Tietê, e pela Sabesp, após uma reunião no dia 28 de março.

O governo de São Paulo tenta conter a crise no abastecimento de água com um bônus de cerca de 30% no valor da conta para consumidores de 31 cidades da Região Metropolitana que economizarem 20%.

“Apenas cinco [municípios da Grande São Paulo ficaram de fora]: Guarulhos, Mogi das Cruzes, Mauá, Santo André e São Caetano, porque não são operados pela Sabesp”, afirmou o governador do estado, Geraldo Alckmin, no dia 31.

Fonte: Márcio Pinho
Do G1 São Paulo

02/04/2014 – Falta de chuvas antecipa para julho previsão de 'colapso' no Cantareira. No pior cenário de estiagem, estimativa anterior citava 'final de agosto'. Sistema abastece a Grande SP e as regiões de Piracicaba e Campinas.

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Bancos de areia no leito do Rio Piracicaba voltaram a surgir em trecho urbano (Foto: Camila Ancona/G1)

A estiagem atípica registrada no primeiro trimestre antecipou do fim de agosto para meados de julho a previsão de “colapso” no Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo e as regiões de Piracicaba e Campinas, no interior do estado, aponta um novo estudo do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão (GTAG) do Cantareira.

Em fevereiro, a previsão era que o volume útil das represas se esgotaria no final de agosto, no cenário mais pessimista de falta de chuvas. Agora, usando as mesmas condições, a estimativa é que a água acabe já em julho, forçando a retirada, a partir de então, do chamado “volume morto”, que necessita de bombeamento para ser captado.

O relatório do GTAG é assinado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), pela Agência Nacional de Águas (ANA), pelos comitês das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e das Bacias do Alto Tietê, e pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), após uma reunião realizada na sexta-feira (28).

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Nível do Sistema Cantareira teve novo recorde
negativo (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)

O comunicado recomenda, ainda, que a ANA e o Daee apoiem o Comitê PCJ a estabelecer planos de contingência para a operação dos sistemas municipais de abastecimento nas cidades que dependem do Sistema Cantareira. O nível dos reservatórios chegou a 13,8% na última semana e, pela primeira vez na história, atingiu um volume acumulado menor que 14%.

O Consórcio PCJ propôs na segunda-feira (31) metas de redução de consumo de água de até 50% para a “sobrevivência” do Cantareira. Segundo cálculos do órgão, metade da água da Grande São Paulo depende desse sistema e, com a economia proposta, a região não precisaria se abastecer dele temporariamente, durante o período de estiagem.

Procurado na terça-feira (1°) para comentar a recomendação, o Daee relatou que suas deliberações estão inseridas no comunicado do GTAG. Já a ANA, também via assessoria, informou que se pronunciará apenas após o final das negociações entre os governos paulista e fluminense para cooperação hídrica.

Vazão mensal

A vazão média mensal de retirada de água do Sistema Cantareira é de 27,8 metros cúbicos por segundo, ou seja, 24.800 litros por segundo para abastecimento da Grande São Paulo e 3 mil litros por segundo para descarregamento nas Bacias PCJ, valores correspondentes às prioridades primárias das duas regiões, de acordo com o GTAG.

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Homens ‘entram’ no Rio Piracicaba para pescar:
vazão apresentou baixa (Foto: Camila Ancona/G1)

No último final de semana, a profundidade e a vazão do Rio Piracicaba em um trecho urbano da cidade voltaram a baixar após a melhora observada no início de março, o que fez com que bancos de areia no leito no manancial voltassem a aparecer. E a previsão para os próximos dois meses não indica um volume expressivo de chuvas, o que pode piorar ainda mais a situação.

Pouca chuva

Segundo a Somar Meteorologia, há estimativa de 30 milímetros de chuva na área do Sistema Cantareira nos próximos 15 dias, quantidade que não deve ser suficiente para elevar o nível dos reservatórios.

“O mês [de abril] será caracterizado pela diminuição de chuvas no Sudeste. Na primeira semana, a passagem de uma frente fria traz chuva razoável, mas na segunda quinzena não há previsão de chuva significativa na maior parte da região. A previsão até mostra episódios de chuva ao longo de maio, mas sem altos volumes de água. A tendência é que o Cantareira fique ainda mais seco no próximo mês”, informou o instituto.

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Fonte: Do G1 Piracicaba e Região.