Ter, 30/04/13 – Investimento do Estado em obras viárias ultrapassa R$ 12 bilhões

Entre os projetos estão a recuperação e duplicação das rodovias Tamoios e Euclides da Cunha e a construção dos trechos Leste e Norte do Rodoanel

Com um investimento aproximado de R$ 12 bilhões, o Governo do Estado está empreendendo diversas obras viárias em São Paulo. Entre os projetos, destaca-se a recuperação e duplicação das rodovias Tamoios e Euclides da Cunha e a construção dos trechos Leste e Norte do Rodoanel, considerada a maior obra viária do Brasil.

Aproximadamente 80% das intervenções na rodovia Euclides da Cunha (SP-320) já estão concluídas. Foram investidos R$ 771 milhões nas obras, que devem beneficiar diretamente 17 cidades paulistas. Estão em construção 43 viadutos, cinco pontes, um viaduto alargado, além da implantação de dispositivos de acesso aos municípios.

No trecho Leste do Rodoanel, que cortará os municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Mauá, Poá, Ribeirão Pires e Suzano, o Governo do Estado está investindo R$ 3,6 bilhões. O trecho ligará o maior aeroporto do país (Cumbica) ao maior porto brasileiro (Santos).

Os 43,5 km de extensão da obra, que tem previsão de término em março de 2014, beneficiarão ainda o intenso tráfego do Corredor Jacú-Pêssego.

Já os 44 km de extensão do trecho Norte do Rodoanel passarão pelas cidades de São Paulo, Arujá e Guarulhos. O trecho fará uma ligação exclusiva de 3,6 km com o Aeroporto Internacional de Guarulhos e receberá, ao todo, R$ 5,6 bilhões em investimento. As obras tiveram início em março de 2013 e devem estar finalizadas até março de 2016.

Na Rodovia Tamoios, principal acesso ao Litoral Norte do Estado, um projeto assinado em abril deste ano desviará a SP-055 (Rio-Santos) para fora das áreas urbanas dos municípios de Caraguatatuba e São Sebastião. Será investido cerca de R$ 1,35 bilhão nos 37 km de obra, que incluem, além da duplicação e recuperação da área, a construção de túneis e viadutos.

Do Portal do Governo do Estado

Fonte: http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=228177&c=6

29/04/13 – Rodoanel Norte tem alto custo e pouco benefício, dizem especialistas

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Serra da Cantareira será impactada pela construção do trecho norte do Rodoanel em São Paulo, entre os argumentos contra a obra (CC/assimnao)

Especialistas afirmam que, com custo previsto de R$ 5,6 bilhões e uma série de impactos sociais e ambientais, obra seria inútil como opção para retirar caminhões do centro expandido de São Paulo

São Paulo – O trecho Norte do Rodoanel, obra de 44 quilômetros que teve início em março deste ano e custará R$ 5,6 bilhões, é projeto discutível não só nos aspectos social e ambiental, mas também do ponto de vista de sua utilidade com válvula de escape de caminhões do centro expandido de São Paulo, segundo especialistas em mobilidade, urbanismo e meio ambiente. O trecho irá completar o anel de pistas que circunda a cidade e interligada várias rodovias estaduais e federais.

A previsão é de que o trecho terá um volume de tráfego de 65 mil veículos diários – o que não justificaria a remoção de milhares de famílias no caminho da obra nem a destruição de cerca de 120 hectares de mata, entre outros impactos menos aparentes.

Segundo a empresa estadual Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), o trecho Norte conta com R$ 2 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) proverá financiamento de R$ 2 bilhões e com R$ 1,72 bilhão do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. O restante virá do Tesouro do Estado de São Paulo.

Para o engenheiro e consultor em mobilidade urbana Horácio Augusto Figueira, o trecho norte do Rodoanel era viável há 40 anos. “Há quatro décadas já havia uma ideia de anel rodoviário que desse caminho ao tráfego de passagem que se dirigia à capital. Não se fez e a região metropolitana cresceu engolindo todo o entorno de São Paulo. Hoje o Rodoanel serve muito mais como uma avenida perimetral metropolitana. E, nesse caso, 65 mil veículos por dia não é nada comparado ao que essa região tem. Só na marginal Tietê são cerca de 450 mil veículos diariamente”, afirma.

Para o engenheiro, o dinheiro investido daria para fazer 20 quilômetros de metrô, atendendo cerca de 1 milhão de pessoas. Se investisse em corredores de ônibus seria algo em torno de 250 quilômetros, com benefícios para 2,5 milhões de pessoas. “O trecho norte não vai resolver qualquer problema e vai atrair muito mais veículos pela possibilidade de tráfego. Então a questão é a seguinte: por que atender 65 mil pessoas por dia se pode-se acolher muito mais?”, questiona.

O arquiteto urbanista e vereador Nabil Bonduki (PT) concorda e avalia que os impactos da obra e o potencial de tráfego tornam a necessidade dela discutível.

“Na verdade, hoje o Rodoanel Norte não é uma prioridade. Porque as principais interligações estão feitas. Para quem vem do interior pelas vias Anhanguera e Bandeirantes, com destino ao Rio de Janeiro, existe a rodovia Dom Pedro I. Para Santos, pode utilizar o trecho oeste do Rodoanel. São R$ 5,6 bilhões para fazer uma obra pouco necessária”, avalia. Para Bonduki, parte desse dinheiro poderia ser utilizado para ampliar e melhorar a Dom Pedro I.

De acordo com a Dersa, utilizar a Rodovia Dom Pedro I para conectar a malha rodoviária ao norte de São Paulo, sem a construção do Rodoanel Norte, não seria atrativa para o tráfego e aumentaria o percurso em mais de 200 quilômetros.

CAMINHOS ALTERNATIVOS

A rodovia Dom Pedro I se inicia na Anhanguera, na altura de Campinas. Daí segue sentido sudoeste, cruzando a Fernão Dias na altura de Atibaia e a via Dutra na altura de Jacareí. A Dom Pedro termina na rodovia Governador Carvalho Pinto, que é a continuação da Ayrton Senna. Seria a alternativa para quem vem do interior do estado indo ao Rio de Janeiro.

Para quem pretende ir ao porto de Santos, o caminho seria pelos trechos oeste e sul do Rodoanel, para acessar as rodovias dos Imigrantes e Anchieta. No caso de quem pretende cruzar a capital, vindo das rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares e Castelo Branco, poderia usar o trecho oeste do Rodoanel, acessar a rodovia Anhanguera e utilizar a rodovia José Roberto Magalhães Teixeira, que liga a Anhanguera com a Dom Pedro I, pelo sul de Campinas. E quem vem destas rodovias, indo para o porto de Santos, utilizaria os trechos oeste e sul do Rodoanel para acessar as vias Anchieta e dos Imigrantes.

O trecho norte do Rodoanel terá partes com três ou quatro faixas de rolagem. Serão 111 pontes e viadutos, e sete túneis. Espera-se um tráfego sendo 30 mil caminhões. Cerca de 60% destes seriam retirados da marginal Tietê.

Estima-se que, quando concluído, o Rodoanel Norte reduza em 23% o Volume Diário Médio (VDM) de caminhões nesta marginal, o que representa 17 mil por dia. A previsão é de que esteja concluído em março de 2016. Serão desapropriados cerca de 1.800 imóveis, caso de pessoas que possuem título de propriedade.

Não há estimativa fechada quanto às remoções de moradias de famílias que não possuem o documento. Até o momento, foram cadastradas 4.006 famílias nessa situação.

Para Figueira, a restrição de caminhões nas marginais e no centro expandido já representa uma inauguração informal do Rodoanel completo.

“Quando a gestão Kassab proibiu a circulação de caminhões nos horários de pico ela estava agindo como se o Rodoanel estivesse pronto. Mesmo assim as vias continuam muito atravancadas, praticamente só com carros. Ou seja, com os outros trechos e a restrição funcionando, o trânsito não melhorou. E a tendência é sempre aumentar o número de carros, já que não há políticas que priorizem o transporte público”, afirma.

OCUPAÇÃO

Outro problema, segundo o vereador Bonduki, é a provável ocupação da região do entorno do Rodoanel, que pode provocar degradação ambiental. Ele afirma que, em outros trechos, a presença da rodovia provocou expansão da cidade para essa região, com moradia, serviços etc..

“Ainda que não haja abertura de novas vias, você começa a ter uma aproximação e adensamento da ocupação nas áreas próximas, nas conexões. Afinal, isso facilita o deslocamento das pessoas. A obra corta toda uma área de proteção ambiental e certamente isso causaria impactos negativos nessa região. Então, não é interessante que esse adensamento aconteça”, avalia.

Bonduki acredita que o impacto da obra pode afetar até mesmo a situação habitacional de cidade. “Nós vamos gastar muito dinheiro para fazer uma ligação que é discutível e teremos a remoção de muita gente, alguns milhares de pessoas. Em uma cidade onde já existe grande carência de habitação, você vai ampliar isso com uma demanda gerada pelo próprio governo?”, questiona. O vereador explica que alguns bairros serão divididos, com populações impactadas pela separação física, mais o barulho e a poluição. “Existem agricultores nessa região que também serão afetados”, disse.

A Dersa nega que tenha subestimado o número de pessoas afetadas e informa que os processos de cadastramento ainda estão em execução. A ação englobaria reuniões com famílias e apresentação do mapa da área a ser liberada, cadastramento das famílias, elaboração dos laudos necessários para o reassentamento, devolução dos laudos e apresentação das opções de indenização.

No caso de desapropriações, seria feito o levantamento técnico das dimensões físicas do imóvel e caracterização das benfeitorias, vistoria, avaliação e cálculo de indenização realizada por um engenheiro especializado e contato final para procedimentos de desapropriação.

IMPACTOS

No último dia 20, houve uma reunião para discutir a revisão do Plano Diretor na subprefeitura do Tremembé. Porém, o encontro se tornou um fórum de discussão sobre os impactos do Rodoanel sobre a região. Cerca de 350 moradores compareceram e manifestaram-se contra a obra. Estiveram presentes o promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo Maurício Ribeiro Lopes, que move uma ação pedindo a suspensão da obra, e os vereadores José Américo (PT), Nabil Bonduki e José Police Neto (PSD), além de dois representantes da Dersa.

O promotor sugeriu que seja feita pressão popular sobre o Tribunal de Justiça de São Paulo para que a ação proposta por ele seja julgada o quanto antes.

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador José Américo, a obra desrespeita o Plano Diretor e devia aguardar sua revisão, que começou no sábado (27).

“Nós estamos revendo o Plano Diretor. A obra o agride tanto que o governo do estado devia ter a decência de esperar a revisão terminar. O plano ratifica as diretrizes do Conselho Nacional de Meio Ambiente, que determina a distância de pelo menos 20 km do centro da cidade, para estas rodovias. Este trecho passa a nove ou 10 km”, afirma. Os outros trechos estão todos dentro da lei, o que demonstraria que o governo conhece a regra. “Peça para alterar o plano, dialogue com a população, com a Câmara. E faça o trajeto a partir daí”, aconselha.

Américo considera que os impactos sociais e ambientais são inaceitáveis. A Serra da Cantareira é tombada e o plano determina que tombamentos ambientais devem ser preservados. Portanto, a estrada não poderia passar ali.

“Além disso, há problemas sociais gravíssimos. Estão fazendo tudo no mais louco improviso. A Dersa admitiu, na reunião de sábado passado, que errou na estimativa dos moradores que serão atingidos. O governo está cadastrando as pessoas e não deixa nenhum comprovante com elas. O cadastro é uma forma de garantir a segurança daquelas pessoas. Mas isso também está sendo feito de forma improvisada”, denuncia.

O vereador afirma ainda que a obra não começou efetivamente em São Paulo, exceto em relação a medições e demarcações, o que permitiria a paralisação das obras sem grande ônus ao governo estadual.

O engenheiro agrônomo e conselheiro do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Mauro Victor, defende que a obra seja paralisada e a população, ouvida. “A Serra da Cantareira é uma área altamente sensível. É uma reserva de biosfera reconhecida pela Unesco. O que se fizer ali reflete em toda a cidade. Vão remover cerca de 5 milhões de metros cúbicos de terra. Milhares de pessoas. E um sem número de árvores. O governo Alckmin tem decidido tudo: forma, fiscalização, licenças, remoções. Onde está o controle social disso? Nós defendemos a Cantareira há 25 anos e não podemos aceitar que a coisa seja feita dessa forma”, explica.

A Dersa afirma que o trecho norte do Rodoanel passará fora do Parque da Serra da Canteira e que “o projeto foi elaborado para que os impactos ambientais sejam sempre minimizados”. A obra vai cruzar corpos d’água através de pontes ou galerias, “todas dimensionadas e aprovadas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica, que é o órgão do governo responsável pelos recursos hídricos, e não afetará a capitação de água”.

Além disso, toda a supressão de vegetação será compensada pelo plantio de cerca de 1,6 milhão de mudas de espécies nativa. “As autorizações foram emitidas pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e anuídas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)”, explica a nota.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2013/04/especialistas-defendem-que-trecho-norte-do-rodoanel-nao-e-uma-prioridade-para-sao-paulo

Fonte:Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual
Publicado em 29/04/2013, 09:40

Correção: Procurador recomenda paralisar Rodoanel Norte. Bruno Ribeiro – Agência Estado – quarta-feira 24/04/13

A nota enviada ontem contém uma incorreção no título. A recomendação para paralisação da obra foi do procurador e não da Justiça. Segue matéria com o título corrigido.

O Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu um parecer favorável do procurador de Justiça Daniel Fink, especializado em questões ambientais, sobre uma ação civil que pede a paralisação das obras do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas. A ação foi proposta pelo promotor de Habitação e Urbanismo da capital Maurício Ribeiro Lopes, que questiona, entre outros pontos, a localização da nova rodovia, que cruzará a Serra da Cantareira.

Quatro canteiros da obra estão instalados, segundo Laurence Casagrande Lourenço, o presidente da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa responsável pelo projeto. Os operários estão abrindo rotas para começar a obra pelos túneis que a rodovia vai possuir.

Segundo o promotor Lopes, a obra fere o Plano Diretor da cidade de São Paulo. Para ele, a localização da pista, de acordo com o plano, deveria ter uma distância mínima de 20 quilômetros em relação ao centro da cidade – as pistas estão a cerca de 11 quilômetros do centro.

Lopes, quando propôs a ação, pedia cautela antecipada da ação (uma decisão liminar, provisória, que paralisava as obras até que o teor da ação fosse analisado pela Justiça). O pedido, no entanto, não foi aceito, e o promotor entrou com um agravo de instrumento (um recurso à liminar).

O TJ recebeu, nos últimos dias, um parecer do procurador Fink recomendando o acolhimento dos argumentos de Lopes. O assunto deve ser julgado “nos próximos dias”, disse o promotor.

O Ministério Público Estadual em Guarulhos havia entrado com ação semelhante, mas a decisão da Justiça – em primeira e segunda instâncias – foi pela continuidade das obras. No acórdão (a decisão da Justiça), foram citados diversos pareceres, de órgãos como a Cetesb e o Ibama, que aprovaram a construção das pistas, além de parecer da Prefeitura de São Paulo que não fez oposições por causa do Plano Diretor.

O presidente da Dersa afirma ter confiança que, mesmo com o parecer do procurador, a Justiça deva se manifestar de forma parecida com o caso de Guarulhos. Para Lourenço, os pareceres da Prefeitura sustentam a continuidade do projeto.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/brasil/materias/1499130-correcao-procurador-recomenda-paralisar-rodoanel-norte

Rodoanel Norte de SP não atende à mobilidade urbana e é uma obra ilegal, diz promotor público. Promotor do MPE, Maurício Lopes, aponta irregularidades na obra do trecho norte do Rodoanel de São Paulo. Ouça a entrevista à rádio CBN.

imagecréditos: Pravda News

Ouça agora a entrevista do promotor Maurício Lopes à rádio CBN SP:

http://www.mobilize.org.br/noticias/3917/rodoanel-norte-de-sp-nao-atende-a-mobilidade-urbana-e-e-uma-obra-ilegal.html via @MobilizeBrasil

Em depoimento contundente feito hoje (19) à rádio CBN, o promotor de Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo Maurício Lopes deixou clara sua posição contrária à obra do Rodoanel Norte, por desconsiderar o Plano Diretor e conter irregularidades não resolvidas no projeto.

Lopes citou parecer do órgão (assinado pelo promotor Daniel Fink) que aponta diversas irregularidades na obra, danos ambientais (à Serra da Cantareira, reserva da Biosfera da Unesco) e sociais (remoções em número acima do previsto).

Por fim, o promotor foi enfático ao afirmar que estaríamos em vias de construir mais um anel viário, em paralelo ao da Marginal Tietê, sem atender às necessidades do transporte público nem a mobilidade urbana na região metropolitana de São Paulo.

‘Rodoanel Norte passa por cima do Plano Diretor de São Paulo’
Entrevista com Maurício Ribeiro Lopes, promotor de Habitação e Urbanismo do Estado de SP

http://www.mobilize.org.br/noticias/3917/rodoanel-norte-de-sp-nao-atende-a-mobilidade-urbana-e-e-uma-obra-ilegal.html

Autor: Regina Rocha/ Mobilize | Postado em: 20 de abril de 2013 | Fonte: Mobilize Brasil

Do Portal do Governo do Estado – Saiba quais benefícios o Rodoanel trás para a população do Estado de SP.

Qui, 18/04/13 – 19h51

Tecnologia e desenvolvimento sustentáveis são parte essencial na construção da maior obra viária do país

O Instituto de Botânica de São Paulo (IBot) será o consultor e orientador de recuperação da vegetação afetada pela construção do trecho Norte do Rodoanel. A obra rodoviária cruzará o Parque Estadual da Serra da Cantareira – maior floresta urbana do mundo e patrimônio da humanidade.

– Siga o Governo do Estado de São Paulo no Twitter e no Facebook

O acompanhamento do reflorestamento compensatório do Parque Estadual é exigência do Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA-RIMA), da obra. Os botânicos visitarão o local antes, durante e depois da construção da rodovia. Técnicos do Ibot também realizarão cursos de capacitação para os funcionários da empreiteira.

O trecho Sul está dotado de dispositivos especiais para prevenir acidentes com veículos que fazem o transporte de produtos perigosos. São tubulações e caixas para retenção e drenagem especial destas substâncias. As caixas têm capacidade para 30 mil litros de resíduos perigosos ou tóxicos em caixas de retenção, posicionadas próximas a represas, mata ou áreas de mananciais próximas à rodovia, que facilitam o escoamento do material.

O perigo de incêndios na mata ao redor do Rodoanel é atenuado pela faixa de concreto de segurança de um metro após o acostamento, conhecido como “corta fogo”. Diferentemente de outros projetos, a maior ponte do trecho Sul tem vãos de 100 metros para minimizar o impacto no fundo da represa.

A construção gerou obras de compensação ambiental, entre elas a criação de três parques – o Parque Itapecerica da Serra, que está em execução de infraestrutura, o Parque do Embu, que já teve sua implantação concluída, e o Parque Riacho Grande, que tem sua sede em construção.

As escavações do Túnel Santa Luzia no trecho Leste do Rodoanel foram finalizadas em março de 2013. A estrutura está com 85% de avanço e tem conclusão prevista para setembro desse ano.

A construção do túnel permitiu desviar o traçado do Parque da Gruta Santa Luzia, região da nascente do Rio Tamanduateí, e reduziu em 200 mil metros quadrados a supressão vegetal – o equivalente a 50 campos de futebol.

Todo o material resultante das detonações e escavações – cerca de um milhão de tonelada – é utilizado na construção do trecho Leste. O reaproveitamento também reduz o trânsito de caminhões na região da obra e diminui a emissão de poluentes nas ruas das cidades vizinhas.

Ademais, a água captada na nascente dentro da frente de obra do túnel, outorgada pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), é utilizada no resfriamento das brocas das perfuratrizes da escavação do túnel. Essa água é tratada e reutilizada para a mesma atividade, formando um ciclo fechado. Estima-se que já foram economizados mais de 35 milhões de litros d’água com esse processo.

Fonte: http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=227816&c=6

Do Portal do Governo do Estado – Conheça as ações do Rodoanel para proteção do meio ambiente no Estado de SP

Qui, 18/04/13 – 19h51

Tecnologia e desenvolvimento sustentáveis são parte essencial na construção da maior obra viária do país

O Instituto de Botânica de São Paulo (IBot) será o consultor e orientador de recuperação da vegetação afetada pela construção do trecho Norte do Rodoanel. A obra rodoviária cruzará o Parque Estadual da Serra da Cantareira – maior floresta urbana do mundo e patrimônio da humanidade.

– Siga o Governo do Estado de São Paulo no Twitter e no Facebook

O acompanhamento do reflorestamento compensatório do Parque Estadual é exigência do Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA-RIMA), da obra. Os botânicos visitarão o local antes, durante e depois da construção da rodovia. Técnicos do Ibot também realizarão cursos de capacitação para os funcionários da empreiteira.

O trecho Sul está dotado de dispositivos especiais para prevenir acidentes com veículos que fazem o transporte de produtos perigosos. São tubulações e caixas para retenção e drenagem especial destas substâncias. As caixas têm capacidade para 30 mil litros de resíduos perigosos ou tóxicos em caixas de retenção, posicionadas próximas a represas, mata ou áreas de mananciais próximas à rodovia, que facilitam o escoamento do material.

O perigo de incêndios na mata ao redor do Rodoanel é atenuado pela faixa de concreto de segurança de um metro após o acostamento, conhecido como “corta fogo”. Diferentemente de outros projetos, a maior ponte do trecho Sul tem vãos de 100 metros para minimizar o impacto no fundo da represa.

A construção gerou obras de compensação ambiental, entre elas a criação de três parques – o Parque Itapecerica da Serra, que está em execução de infraestrutura, o Parque do Embu, que já teve sua implantação concluída, e o Parque Riacho Grande, que tem sua sede em construção.

As escavações do Túnel Santa Luzia no trecho Leste do Rodoanel foram finalizadas em março de 2013. A estrutura está com 85% de avanço e tem conclusão prevista para setembro desse ano.

A construção do túnel permitiu desviar o traçado do Parque da Gruta Santa Luzia, região da nascente do Rio Tamanduateí, e reduziu em 200 mil metros quadrados a supressão vegetal – o equivalente a 50 campos de futebol.

Todo o material resultante das detonações e escavações – cerca de um milhão de tonelada – é utilizado na construção do trecho Leste. O reaproveitamento também reduz o trânsito de caminhões na região da obra e diminui a emissão de poluentes nas ruas das cidades vizinhas.

Ademais, a água captada na nascente dentro da frente de obra do túnel, outorgada pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), é utilizada no resfriamento das brocas das perfuratrizes da escavação do túnel. Essa água é tratada e reutilizada para a mesma atividade, formando um ciclo fechado. Estima-se que já foram economizados mais de 35 milhões de litros d’água com esse processo.

FONTE: http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=227818&c=6

Do Portal do Governo do Estado – Trecho por trecho: conheça as características das quatro obras do Rodoanel.

Qui, 18/04/13 – 21h31

Saiba quais as características de cada trecho do Rodoanel, e os benefícios que cada um traz para a população de SP.

Trecho Norte

O trecho norte do Rodoanel terá, ao todo, 44 km de extensão. A obra é considerada uma das construções mais aguardadas do país, pela relevância que terá para o transporte de cargas de alto valor agregado. O trecho passará pelas cidades de São Paulo, Arujá e Guarulhos e terá ainda uma ligação exclusiva de 3,6 quilômetros com o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

As obras tiveram início em março de 2013 e devem estar finalizadas até março de 2016. No trecho Oeste, a via fará confluência com a Avenida Raimundo Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo (SP-332), enquanto no trecho leste, a intersecção será feita com a rodovia Presidente Dutra (BR-116).

A rodovia terá quatro faixas de rolagem por sentido entre o Rodoanel Oeste e a rodovia Fernão Dias (BR-381) e três faixas de rolagem de 3,6 m de largura em cada pista, no trecho entre a Fernão Dias (BR-381) e a via Dutra (BR-116). A via terá velocidade de 100 km/h e o traçado contará com sete túneis e 111 obras de arte especiais (pontes e viadutos).

Trecho Sul

As obras do trecho Sul do Rodoanel tiveram início em maio de 2007 e foram concluídas 35 meses depois. São, ao todo, 61,4 quilômetros de extensão, sendo 57 km no eixo do Rodoanel e 4,4 km de interligação de acesso ao município de Mauá, construídos como contrapartida ambiental.

O trecho Sul interliga as rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160) – além da Região do ABC – às rodovias Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Castello Branco (SP-280), Raposo Tavares (SP-270) e Régis Bittencourt (BR-116), que já estavam interligadas pelo trecho Oeste desde outubro de 2002. O trecho Sul passa pelos municípios do Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires e Mauá.

A rodovia tem três faixas em cada sentido da Régis até Imigrantes e quatro da rodovia Imigrantes (SP-160) até a Anchieta (SP-150), cada uma com 3,60 metros de largura. São 134 viadutos, pontes e acessos. As duas pontes sobre a represa Billings – uma de 685 metros e outra de 1.755 metros – representam mais de 8% da obra. Cerca de 16,5 mil caminhões e 55,5 mil veículos de passeio passam, por dia, no trecho Sul do Rodoanel.

Trecho Leste

Com 43,5 quilômetros de extensão, o trecho Leste do Rodoanel tem início na interligação com o trecho Sul na saída da Avenida Papa João XXIII, em Mauá, e termina na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Arujá, interligando as rodovias João Afonso de Souza Castellano (SP-66), Ayrton Senna (SP-70) e Presidente Dutra (BR-116).

Somente a parte Leste do Rodoanel cortará os municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Mauá, Poá, Ribeirão Pires e Suzano. Em conexão com o trecho Sul e o Sistema Anchieta-Imigrantes também viabilizará uma ligação mais rápida e eficiente com o Porto de Santos e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Além disso, a via será uma alternativa para desafogar o tráfego no Corredor Jacú-Pêssego, que liga a zona leste da capital à região do ABC. A estimativa é que a redução no tempo de viagem pelas novas pistas seja de cerca de uma hora no horário de pico.

Trecho Oeste

Inaugurado em outubro de 2002, o trecho Oeste do Rodoanel possui 32 km de extensão, com início na Av. Raimundo Pereira de Magalhães (SP-332, estrada velha de Campinas) no município de São Paulo e término na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), no município de Embu.

O trecho interliga as rodovias Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Castello Branco (SP-280), Raposo Tavares (SP-270) e Régis Bittencourt (BR-116) e beneficia as cidades de Embu, Cotia, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Santana do Parnaíba, além dos municípios a oeste da Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), cerca de 71 mil veículos circulam pelo trecho todos os dias.

Fonte: http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=227822&c=6