PASSARELA PARA ANIMAIS SILVESTRES – PARQUE ESTADUAL ALBERTO LOFGREN NOV/2014

O Horto Florestal e a Invernada do Barro Branco foram interligados por passarelas aéreas antiatropelamento para animais silvestres, com ênfase em bugios (Alouatta clamitans). Essas passarelas permitirão a ultrapassagem pelos animais da av. Luis Carlos Gentile de Laet e da rua Mamud Rahd, interligando aqueles dois maciços verdes. A instalação dessas passarelas teve o auxílio da AES Eletropaulo e da CET.

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PRESERVAR – O 1º sargento PM Fábio Ferrão Videira, que também é biólogo, coordenou esse trabalho durante mais de três anos. “Em 2011, por motivo da abundância de bugios no interior da Invernada do Barro Branco, a Comissão do Verde e Meio Ambiente (CVMA) do Centro Médico da Polícia Militar providenciou um estudo em parceria com a Divisão Técnica de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), a fim de conhecer para melhor preservar essa espécie ameaçada de extinção em São Paulo”, relatou Ferrão.

PROJETO – Pesquisadores do Instituto Florestal e do DEPAVE 3 – SVMA fizeram amplos estudos para identificar a trajetória desses primatas ao sair do Horto Florestal (Parque Est. Alberto Löfgren) em direção à Invernada do Barro Branco da PM. Eles tiveram a cooperação dos proprietários do comércio Itacácio Pedras, cujas instalações na praça Antonio de Freitas Oliveira ficam bem no caminho de passagem. Com essas informações Fábio Ferrão deu andamento em 2012 ao projeto, possibilitando uma passagem segura à fauna arborícola advinda dos Parques Estaduais da Cantareira e Alberto Löfgren, com interesse nos atrativos da floresta existente no interior da Invernada.

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AMORTECIMENTO – A bióloga Priscila, da AES Eletropaulo, colaborou com o projeto. “Ressalto que o objetivo do presente projeto é possibilitar a passagem segura aos animais silvestres nativos provenientes da Serra da Cantareira que usufruem os atrativos existentes no fragmento de mata da Invernada do Barro Branco da PM, o qual é considerado Zona de Amortecimento do Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal)”, enfatizou Fábio Ferrão.

SUSTENTABILIDADE – Iniciativas como essa permitem a interação entre as áreas verdes dos limites da cidade e o espaço urbano de São Paulo, e fazem parte do processo de sustentabilidade que as grandes cidades devem buscar, resgatando a qualidade ambiental perdida durante décadas de crescimento sem planejamento.

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Minudências:

@ Essas passarelas também são chamadas de “pontes de corda para travessia de fauna arborícola”.
@ O Parque Estadual Alberto Löfgren tem 174 hectares. Já a Invernada do Barro Branco possui 125 hectares, grande parte coberta por vegetação, e abriga diversas unidades da Polícia Militar: Academia do Barro Branco, Hospital da Polícia Militar, Canil da PM, Presídio da PM Romão Gomes, entre outras.
@ A AES Eletropaulo custeou as despesas com aquisição de dois postes novos, 700 metros de cordas, mais de 300 canos, entre outros materiais para a construção dos cinco módulos da passarela, bem como se responsabilizando por grande parte da mão de obra.
@ Foi instalada uma câmera, para registrar durante dois meses os animais que nela passam.
@ Nos primeiros dias não foram avistados bugios, mas fizeram uso da passarela caxinguelês e sagüis-de-tufo-branco.
@ Fábio Ferrão listou os seguintes apoios para o projeto: Diretoria de Saúde da Polícia Militar, Centro Médico da Polícia Militar, Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Clube dos Oficiais da Polícia Militar (AOPM), Caixa Beneficente da Polícia Militar, Comando de Polícia Ambiental, Instituto Florestal do Estado de São Paulo, Divisão Técnica de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre, da Secretaria municipal do Verde e Meio Ambiente (DEPAVE-3 / SVMA), subprefeitura de Santana/Tucuruvi, AES Eletropaulo e Itacácio Pedras, Mármores e Granitos Ltda.
@ Na construção dos cinco módulos, bem como na fixação da passarela, houve a colaboração voluntária de: membro técnico da Comissão do Verde e Meio Ambiente do Centro Médico da Polícia Militar, funcionários da AES Eletropaulo, servidores do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, funcionários da Itacácio Pedras, estagiárias da Faculdade Metropolitana Unidas – FMU, integrantes do Grupo Escoteiro Primeiro de Brownsea e da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, entre outros colaboradores anônimos.

Fonte: http://www.znnalinha.com.br/portalnovo/index.php/passarela-para-animais-silvestres