27/Fevereiro/2013 – Ferroanel e Rodoanel Norte de São Paulo podem ser conectados.

Compatibilização deve representar economia de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos

Gustavo Jazra

image

O secretário estadual de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, e o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, discutiram em reunião realizada na semana passada a possibilidade de conexão entre as obras do Ferroanel Norte com as do trecho Norte do Rodoanel.

Também participaram da reunião o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), General Jorge Fraxe, o secretário de fomento para ações de transportes do Ministério dos Transportes, Daniel Siegelmann, o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, e o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Logística e Transportes, se as obras do tramo Norte do anel ferroviário, orçada em R$ 3,9 bi, se iniciarem até agosto, será possível compatibilizar uma etapa da linha férrea com a da rodovia. Com a alteração, seria economizado aproximadamente R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos. Além disso, o impacto ambiental e o número de desapropriações e de reassentamentos seria reduzido.

Destinado exclusivamente ao transporte de cargas, o Ferroanel vai ligar o Porto de Santos ao interior de São Paulo, o que hoje é feito de forma compartilhada com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Entretanto, o serviço misto será paralisado em 2016, pois melhorias implementadas pela empresa vão aumentar o tráfego de trens de passageiros.

O equipamento que deve circundar a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) será dividido em dois trames: o Norte, que interligará a estação Perus, em São Paulo, à estação Manoel Filho, em Itaquaquecetuba; e o Sul, que conectará a estação Perus à Jundiaí.

Apesar dos planejamentos acerca da construção do Rodoanel Norte, as obras do trecho podem ser suspensas. No último dia 19, o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) enviou à Câmara Municipal de São Paulo uma representação para tentar barrar o financiamento do empreendimento. Desenvolvido com o apoio de pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, o documento foi protocolado pelo Congresso Americano e denuncia a forma como as famílias serão removidas do local e os impactos ambientais que as intervenções devem provocar.

Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura/ferroanel-e-rodoanel-norte-de-sao-paulo-podem-ser-conectados-278662-1.asp

22/Fevereiro/2013 – Entidade de proteção ao meio ambiente tenta impedir obras do Rodoanel Norte

Representação enviada à Câmara Municipal de São Paulo aponta os impactos ambientais e sociais causados pelas intervenções

Gustavo Jazra

A Câmara Municipal de São Paulo recebeu na última terça-feira (19), do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), a representação que foi encaminhada e protocolada no Congresso Americano para tentar barrar o financiamento da obra do trecho norte do Rodoanel pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Elaborado com o apoio de pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, o documento denuncia a forma como as famílias serão removidas do local e os impactos ambientais que as intervenções devem provocar.

O Proam estima que mais de 10 mil pessoas serão prejudicadas com a obra. “Os recursos do BID, no valor de R$ 2 bilhões, devem ser bloqueados porque essa obra viola os direitos humanos, o Plano Diretor e o meio ambiente”, afirmou o conselheiro da entidade Mauro Victor, que entregou o relatório ao presidente da Câmara, o vereador José Américo (PT), durante a primeira reunião para discussão do Plano Diretor.

Em resposta, o BID deve enviar um colegiado a São Paulo, ainda segundo Victor, para averiguar as denúncias feitas sobre o empreendimento. Américo adiantou que o Plano Diretor em discussão vai pensar em diretrizes para evitar os problemas causados pelo Rodoanel Norte. “Devemos reiterar as condicionantes que impedem a obra neste trecho em que ela está prevista. Uma obra que traz impacto ambiental e social não pode ser construída”, considerou o vereador.

Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/entidade-de-protecao-ao-meio-ambiente-tenta-impedir-obras-do-278314-1.asp

Ministério dos Transportes e governo estadual tentam acordo para ferroanel

São Paulo – O secretário estadual de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo de Castro Abreu, e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, reuniram-se na tarde de hoje (21), em São Paulo, para tentar chegar a um acordo para a execução do trecho norte do ferroanel paralelamente à construção do trecho norte do rodoanel.

O ferroanel, que ligará o bairro paulistano de Perus (zona noroeste) ao município de Itaquaquecetuba, município localizado na região leste do estado, com 54 quilômetros de extensão, é responsabilidade do Ministério dos Transportes.

“Estamos dando uma prioridade grande à construção do tramo (trecho) norte do ferroanel porque nesse momento o estado de São Paulo se prepara para iniciar as obras do rodoanel norte. E parte do traçado norte do ferroanel é coincidente. Buscamos encontrar junto com o governo do estado de São Paulo formas de obter a melhor sinergia, fazendo as obras de terraplenagem desse trecho”. O governo paulista e federal ainda não chegaram a um acordo.

Dos 54 quilômetros do ferroanel norte, 45 estariam nessa “faixa coincidente” de rodovia e ferrovia. Se der tudo certo e os governos paulista e federal chegarem a um acordo, as obras serão iniciadas em agosto próximo e vão até 2015. Segundo o secretário Saulo Abreu, se o governo federal não entrar na parceria, ao invés de R$ 2,4 bilhões, os custos chegariam a R$ 3,9 bilhões. A diferença seria decorrente da necessidade de licenciamentos ambientais, verbas indenizatórias e de infraestrutura diferentes para o rodoanel e ferroanel, o que não ocorreria se os dois projetos corressem paralelamente desde o início.

“O ferroanel sul poderia ter sido feito com o rodoanel sul, o que não aconteceu. Não queremos cometer o mesmo erro, mas aproveitar canteiro de obra, otimizar recursos, fazer a coisa mais rápido. Com o rodoanel norte, vamos começar tudo do zero”, diz Saulo Abreu. De acordo com ele, se as obras começarem depois (de agosto de 2013) não estarão prontas em 2015. Na semana que vem haverá nova reunião em Brasília para tentar chegar a um acordo.

Se a parceria for fechada, ela começa pela economia na terraplenagem do trecho coincidente entre a ferrovia e a rodovia norte.

Segundo o ministro dos Transportes, para ser assinado o contrato depende de que, “após a análise das alternativas que discutimos hoje, possamos definir conclusivamente qual é a alternativa mais adequada”. Paulo Sérgio Passos não revelou quais foram as alternativas discutidas entre as esferas federal e estadual na tarde de hoje. O secretário estadual também preferiu não falar sobre elas. “Esperamos que nos próximos dias tenha essa definição”, afirmou o ministro.

Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2013/02/governo-de-sp-e-ministerio-dos-transportes-tentam-acordo-por-ferroanel-norte

Por: Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual
Publicado em 21/02/2013, 20:15

Dersa terá de plantar 1,6 milhão de árvores na área do Rodoanel

Local dos plantios ainda não foi definido; Estado assina hoje contrato para início das obras no Trecho Norte.

07 de fevereiro de 2013 | 2h 02

BRUNO RIBEIRO – O Estado de S.Paulo

O governo do Estado promete plantar 1,6 milhão de mudas de árvores como parte das compensações ambientais pela construção do Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas. Os contratos com as empreiteiras que vão fazer a obra serão assinados hoje, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Orçada em R$ 3,9 bilhões, a empreitada deve começar ainda neste mês.

As áreas que vão receber as mudas ainda serão definidas. O diretor do Centro de Pesquisa do Instituto de Botânica do Estado, Luiz Mauro Barbosa, diz que a preferência é por áreas públicas. “Há regiões dentro da Serra da Cantareira que estão degradadas. A preferência é que os locais sejam áreas públicas que possam voltar a ser floresta”, afirmou Barbosa.

O instituto já monitora, há seis meses, oito pontos dentro da área de influência do Rodoanel, definida pelo Estudo de Impactos Ambientais da obra. Cada ponto tem 500 m². Nesse período, foram coletadas amostras de 200 espécies de vegetais pelos técnicos. As espécies são levadas para viveiros dentro do instituto, onde são multiplicadas para, depois, serem replantadas.

O trabalho mostrou que a influência do homem, mesmo antes dessa obra, já compromete a sobrevivência da vegetação dentro da Serra da Cantareira. Espécies exóticas (vindas da América Central, da Ásia e até da Austrália), algumas portadoras de vírus e outras “extremamente competitivas”, segundo Barbosa, também foram coletadas durante esse monitoramento. Elas foram plantadas por habitantes da cidade e, claro, não serão replantadas na recomposição da mata.

A expectativa é de que o processo de plantio das mudas demore dois anos. No primeiro ano, segundo o gerente ambiental da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Marcelo Arreguy, é feito o plantio das espécies tidas como “pioneiras”, que precisam de muita luz solar para vingar. No segundo, diz ele, são plantadas as “não pioneiras”, que precisam da sombra das outras árvores e alcançam altura maior quando adultas.

Após esse período, a área será monitorada. “Há locais de reflorestamento onde as mudas são comidas por gado, há incêndios, então é preciso acompanhar.”

40 anos. O ambientalista Carlos Bocuhy, integrante do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), se diz cético quanto aos processos de reflorestamento propostos. Segundo ele, para que uma floresta consiga sobreviver, mantendo sua diversidade original, é preciso congelar e monitorar a área por um período “de 30 a 40 anos”.

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,dersa-tera-de-plantar-16-milhao-de-arvores-na-area-do-rodoanel-,993980,0.htm